segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A CASA





A CASA


Aos poucos a casa vai
adquirindo vida
nos pés de quem a pisa
ergue-se entre sonhos
da noite os assombros
construídos durante o dia
e refaz cada pedaço
canto e esquima
ideias vividas

A casa é pranto, dor
avenida nos esquadros
das janelas o de bruços
deita os desejos
da casa o aviso
no portal é bem-vindo

A casa se enche
de vida do telhado
ao pombo que pousa
enxuto o gorjeio da vida

Vazia
a casa desmorona
sem vitalidade
a ausência
de seus vazios


Hideraldo Montenegro

Um comentário:

Graça Grauna disse...

Uma bela imagem do ser e do estar no munddo. Amo a sua poesia.